O título do blog tem amplo significado. Tanto o autor como o presente espaço estão em constante construção.
Eu, o autor, pelo fato de que a cada dia procuro crescer como pai, esposo, filho, irmão, profissional e como cristão, nunca sem a ajuda e orientação do Autor da vida (Afinal, somos seres inconclusos...). Já o blog, será construído periodicamente - como todo blog - através da postagem de textos, comentários e divagações diversas (com seu perdão pela aliteração).

quinta-feira, 24 de maio de 2012

Não tenho fé suficiente para ser ateu - Norman Geisler e Frank Turek (Leitura recomendada)

Idéias com o objetivo de destruir a fé cristã sempre bombardeiam os alunos do ensino médio e das universidades. Este livro serve como um antídoto excepcionalmente bom para refutar tais premissas falsas. Ele traz informações consistentes para combater os ataques violentos das ideologias seculares que afirmam que a ciência, a filosofia e os estudos bíblicos são inimigos da fé cristã. 

Antes de tocar a questão da verdade do cristianismo, essa obra aborda a questão da própria verdade, provando a existência da verdade absoluta. Os autores desmontam as afirmações do relativismo moral e da pós-modernidade, resultando em uma valiosa contribuição aos escritos contemporâneos da apologética cristã.  
Geisler e Turek prepararam uma grande matriz de perguntas difíceis e responderam a todas com habilidade.Uma defesa lógica, racional e intelectual da fé cristã.

Sinopse extraída do site da Editora Vida. 

Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

quinta-feira, 17 de maio de 2012

Primeira Carta de João - Augustus Nicodemus Lopes [Comentário Bíblico - Leitura recomendada]

Este comentário nasceu de palestras pelo autor para a Primeira Igreja Presbiteriana do Recife, que posteriormente foram ampliadas e aprofundadas, dando grande importância do texto.
A Primeira Carta de João foi dividida em seções que formam blocos de pensamentos completos e que podem ser analisados individualmente, sem jamais perder a relação da carta como um todo. Após cada seção, há notas críticas ao texto contendo referências aos aspectos técnicos de manuscritologia e tradução nos casos em que isso é relevante para a compreensão da passagem.
O tipo de abordagem empregado neste comentário tem como alvo facilitar, para o leitor comum da Bíblia, a leitura e a compreensão do texto da primeira epístola de João.
Sinopse extraída do site da Editora Cultura Cristã
Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

sábado, 12 de maio de 2012

Sexo é um dom que vem com regras

Toda cosmovisão e sistema de crença aborda o significado e a moralidade do sexo de uma forma ou outra. O Cristianismo entende o sexo como sendo um grande dom de Deus – não um sacramento, nem algo inerentemente pecaminoso.
O Cristianismo ensina que o sexo é um dom a ser celebrado e recebido como Deus pretendeu que fosse expresso. Os cristãos fundamentam o significado do sexo na doutrina da criação. Deus fez os seres humanos como as únicas criaturas que portariam Sua imagem. Assim, os humanos são as únicas criaturas que refletem sobre o significado do sexo na literatura, poesia e debates morais – ou num fórum como este.
De acordo com a Bíblia, o primeiro homem e a primeira mulher, uma vez unidos no casamento, estavam nus diante de Deus, e não envergonhados por isso.
Não havia nenhuma vergonha em sua nudez, nem no cumprimento do seu dom sexual. Deus lhes deu esse dom para o prazer, a procriação e para muitos outros propósitos conhecidos e desconhecidos por eles. Deus é glorificado quando desfrutamos os dons que ele nos deu, como ele pretendeu.
A confusão sexual surgiu apenas após a Queda, quando os bons dons de Deus foram corrompidos pelos seres humanos. Somente então aprendemos o que acontece quando o dom sexual é removido do seu contexto pretendido de casamento fiel, e expresso em outro lugar. Isso leva a vários tipos de danos e distorções, e representa o que a Bíblia chama abertamente de pecado.
O padrão bíblico é que o sexo expresso dentro do casamento entre um marido e mulher é santo, saudável e bom. O sexo expresso em outro lugar fica aquém da intenção de Deus e viola o seu mandamento.
O sexo é uma realidade poderosa tal que, deixado ao nosso próprio engenho, provavelmente cairia em padrões de deformações grosseiras. Podemos, por exemplo, fazer do sexo um objeto de adoração ou denegri-lo como inerentemente pecaminoso. Sem dúvida, não é nenhum dos dois – mas é necessária a instrução revelada de Deus para tornar isso conhecido.

Albert Mohler (Tradução: Felipe Sabino de Araújo Neto)

Extraído do site Monergismo.
Fonte: http://newsweek.washingtonpost.com/onfaith/

sábado, 5 de maio de 2012

Eis o Cordeiro de Deus, que tira o pecado do mundo!

A Palavra nos relata que, ao iniciar seu ministério terreno, Jesus foi ao encontro de João com o intuito de ser por ele batizado. O batismo aconteceu após certa relutância de seu primo (João), que considerava-se indigno para tal mister. Mas chamo a atenção aqui para a assertiva do Batista acerca do Mestre: "Eis o Cordeiro de Deus que tira o pecado do mundo!" (João 1.29).
Com essas palavras tornava-se claro o escopo da vinda do Messias: perdoar aqueles que nele cressem e reconciliá-los consigo, uma vez que, à luz da Bíblia, os pecados dos homens fazem uma divisão entre eles e Deus (Isaías 59.2).
Primeiramente ressalto que não devemos com isso cair no erro do universalismo, o qual afirma que ao final todos serão salvos. Antes a afirmação traz implícita a ideia de que tão somente por meio da obra salvífica de Jesus consumada na cruz do Calvário é que o homem pode ter seus pecados perdoados e, por conseguinte, ser salvo.
Lembremos que, na Antiga Aliança, após o cometimento de pecados era necessário que o homem comparecesse perante o sacerdote e oferecesse o sacrifício, de acordo com suas possibilidades (novilho, bode, cabra, ovelha, duas rolinhas, dois pombinhos, a décima parte de um efa de flor de farinha – a escolha dependia da situação econômica do ofertante). No entanto, esse sacrifício não tirava os pecados; antes, os expiava, cobria de maneira que o homem pudesse ao menos temporariamente estar "quites" com Deus. Como Hebreus 10.4 afirma, "é impossível que o sangue de touros e de bodes remova pecados".
Já o sacrifício do Cordeiro de Deus literalmente "tira" os pecados do mundo. Apaga, aniquila, limpa, purifica. "Mas haveis sido lavados, mas haveis sido santificados, mas haveis sido justificados em nome do Senhor Jesus, e pelo Espírito do nosso Deus" (I Coríntios 6.11).
Foi para isso que Ele se despojou de Sua Glória, assumiu a forma humana e se entregou. Numa demonstração ímpar de amor por mim, por você, e pela humanidade.
"Vinde, pois, e arrazoemos, diz o Senhor; ainda que os vossos pecados sejam como a escarlata, eles se tornarão brancos como a neve; ainda que sejam vermelhos como o carmesim, se tornarão como a lã" (Isaías 1.18).
Ainda que você fosse a única pessoa da face da Terra (ou do mundo), Ele morreria por ti. Para tirar seus pecados. Para restaurar sua vida e te reconciliar com Ele.
Deus abençoe sua vida.

Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

terça-feira, 1 de maio de 2012

Criação ou evolução (Ou: Disse o tolo no seu coração - "Não há Deus")

A complexidade existente nos seres vivos é fascinante. O alfabeto genético contido no DNA é composto pelas letras A, T, C e G. Em cada célula humana há aproximadamente 3 bilhões de pares dessas letras. Nosso corpo, por sua vez, possui incontáveis trilhões de células.
O cérebro humano, essa pequena máquina que trazemos na caixa craniana, é constituído por cerca de 100 bilhões de células nervosas, pesando cerca de 1,3 quilogramas. É capaz de armazenar informações correspondentes a 20 milhões de livros.
A probabilidade de a vida ter surgido por acaso é praticamente inexistente. Calcula-se que as chances de se obter uma molécula de proteína ao acaso seria semelhante a um homem de olhos vendados encontrar um determinado grão de areia em meio ao deserto do Saara por três vezes seguidas. Detalhe: uma molécula de proteína não é vida: para obter a vida, são necessárias ao menos duzentas dessas moléculas juntas.
Quanto ao ambiente em que vivemos: o oxigênio existente corresponde a 21% da atmosfera terrestre. Esse número torna possível a vida em nosso planeta. Se a concentração total do oxigênio fosse de 25%, incêndios espontâneos seriam possíveis. Se fosse correspondente a 15%, morreríamos sufocados.
Se a atmosfera fosse menos transparente, a superfície terrestre não seria atingida por radiação solar o suficiente. Por outro lado, se fosse mais transparente, seríamos afligidos com níveis de radiação solar muito além dos níveis suportáveis.
Se a interação gravitacional existente entre a Terra e a lua fosse maior, os efeitos sobre as marés, sobre o tempo de rotação do planeta e sobre a atmosfera seriam extremamente severos. Se fosse menor, as mudanças orbitais provocariam o caos no clima. Em ambas as situações, não seria possível a existência de vida em nosso planeta.
Se o nível de dióxido de carbono fosse maior do que é agora, seríamos inevitavelmente queimados por um enorme efeito estufa. Por outro lado, se o nível fosse menor, as plantas não seriam capazes de manter uma eficiente fotossíntese, o que levaria a humanidade a morrer sufocada.
Só pra utilizar três chavões criacionistas:
1) Acreditar que toda essa complexidade provém do caos equivale a acreditar que um rato correndo desesperadamente sobre as teclas de um piano seria capaz de produzir a mais complicada sinfonia clássica já composta.
2) Crer que esse universo tão harmonioso com leis tão exatas e precisas é resultado de uma explosão ocasional nos leva a crer analogamente que a explosão em uma gráfica poderia originar uma enciclopédia Barsa.
3) Entender que o cosmos provém do caos corresponde a entender que há possibilidade de surgir uma metrópole da explosão de uma bomba atômica.
Não é possível acreditar que toda essa complexidade é fruto de um processo natural destituído de qualquer tipo de intervenção inteligente. Acredito que até mesmo quem afirma acreditar que somos obra do acaso, não acredita realmente, mas simula acreditar que acredita. No íntimo, não acredita.
Caia em si, prezado. Pare de dar soco em ponta de faca. Reconheça que há um Criador. E a Ele entregue sua vida.

Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

sábado, 28 de abril de 2012

Fé em face da apostasia - Raymond B. Dillard (leitura recomendada)

Este livro tem a intenção de nutrir a fé e estimular a adoração e pode ser utilizado das seguintes maneiras:
  • Como guia para leitura devocional. Cada capítulo é relativamente curto, para ser lido com as passagens bíblicas como parte da adoração pessoal.
  • Como texto para um pequeno grupo de estudo da Bíblia. Cada capítulo termina com perguntas para incentivar a reflexão e a discussão.
  • Como ajuda para a preparação de sermões. O Antigo Testamento é rico e emocionante. Exemplos para a aplicação em nossos dias são intercalados ao longo de cada seção.
Sinopse extraída do site da Editora Cultura Cristã. 

Soli Deo Gloria

Alessandro Cristian

segunda-feira, 23 de abril de 2012

A paixão de Cristo - John Piper (Leitura recomendada)

Cinqüenta razões por que Jesus morreu
As mais importantes perguntas que alguém pode fazer são: por que Jesus Cristo foi crucificado? Por que ele sofreu tanto? O que isso tem a ver comigo? E, finalmente, quem o enviou para a morte? A resposta à última pergunta é: Deus. Jesus é o Filho de Deus. O sofrimento foi incomparável, mas o todo da mensagem bíblica conduz a essa resposta.
Por que Cristo sofreu e morreu? O assunto central na morte de Jesus não é a sua causa, mas seu significado – o significado de Deus. Este livro trata exatamente disso. John Piper reuniu cinqüenta razões retiradas do Novo Testamento.  Não cinqüenta causas, mas cinqüenta propósitos – em resposta à mais importante pergunta que cada um deve enfrentar: o que Deus fez por pecadores como nós ao enviar seu Filho para morrer?
Sinopse extraída do site da Editora Cultura Cristã.
Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Reprimir o desejo sexual faz mal?

(Texto do Rev. Augustus Nicodemus Lopes)

Sempre recebo comentários de alguns leitores de que a abstinência sexual defendida por mim e outros escritores e pastores provoca nos jovens evangélicos traumas e neuroses. Ou seja, passar a adolescência e a mocidade sem ter relações sexuais faz com que os evangélicos fiquem traumatizados, perturbados mental e espiritualmente, reprimidos e recalcados.

Esse raciocínio tem sua origem mais recente nas idéias do famoso Sigmund Freud. Para ele, o sexo era o fator dominante na etiologia das neuroses e o desejo sexual era a motivação quase que exclusiva para o comportamento das pessoas. No início, Freud falava que o ser humano, até biologicamente (todos os seres vivos, no final), viveria sua existência na tensão entre dois princípios, ou instintos, primordiais: o princípio do prazer (instintivo e ligado ao id, às vezes relacionado como a libido) e o princípio da realidade (a limitação do prazer para tornar a vida possível, princípio ligado mais ao amadurecimento e, às vezes, ao superego). Mais tarde (na publicação de Além do Princípio do Prazer, 1920), ele passou a falar em outros dois princípios mais amplos, o princípio de vida e o princípio de morte, os quais ele denominou eros e tanatos, como os dois princípios que geram a tensão que move o ego. De qualquer modo, tanto o princípio do prazer quanto eros (princípio de vida) eram, para Freud, princípios instintivos, ligados à preservação da vida e da espécie, e sempre conectados ao apetite sexual (ver Os Instintos e Suas Vicissitudes, 1915).

Nem as crianças estariam livres desse apetite sexual instintivo – elas desejavam sexualmente seus pais. Freud apelou aqui para o complexo de Édipo, em que o filho deseja sexualmente a mãe e o complexo de Eletra, a inveja que a menina tem do pênis do menino. Naturalmente, quando esses desejos sexuais eram interrompidos, resistidos, negados, o resultado eram as neuroses, os traumas. As obras mais conhecidas onde ele sustenta seus argumentos são Sobre as Teorias Sexuais das Crianças (1908) e Uma criança é espancada - uma contribuição ao estudo da origem das perversões sexuais (1919), onde ele defende o surgimento das neuroses como resultado da repressão do desejo sexual.

Em que pese a importância de Freud, seu modelo e suas idéias têm sido largamente criticados e rejeitados por muitos estudiosos competentes. Todavia, algumas de suas idéias – como essa de que a repressão sexual é a causa de todas as neuroses e distúrbios – acabou se popularizando e é repetida por muitos que nunca realmente se preocuparam em examinar o assunto mais de perto.

Vou dizer por que considero esse argumento apenas como mais uma desculpa dos que procuram se justificar diante de Deus, da igreja e de si mesmos pelo fato de terem relações sexuais antes e fora do casamento. Ou pelo menos, por defenderem essa idéia.

1. Esse argumento parte do princípio que os evangélicos conservadores são contra o sexo. Contudo, essa idéia é uma representação falsa da visão cristã conservadora sobre o assunto. Nós não somos contra o sexo em si. Somos contra o sexo fora do casamento, pois entendemos que as relações sexuais devem ser desfrutadas somente por pessoas legitimamente casadas (ah, sim, cremos no casamento também). Foi o próprio Deus que nos criou sexuados. E ele criou o sexo não somente para a procriação, mas como meio de comunhão, comunicação e prazer entre marido e mulher. Há muitas passagens na Bíblia que se referem às relações sexuais entre marido e mulher como sendo fonte de prazer e alegria. O livro de Cantares trata abertamente desse ponto. Em Provérbios encontramos passagens como essa:

Seja bendito o teu manancial, e alegra-te com a mulher da tua mocidade, corça de amores e gazela graciosa. Saciem-te os seus seios em todo o tempo; e embriaga-te sempre com as suas carícias (Pv 5.18-19).

Não, não acredito que o sexo é somente para a procriação. Não, não sou contra planejamento familiar e o uso de meios preventivos da gravidez, desde que não sejam abortivos. Sim, o sexo é uma bênção, desde que usado dentro dos limites colocados pelo Criador.

2. Esse argumento, no fundo, acaba colocando a culpa em Deus, na Bíblia e na Igreja de serem uma fábrica de neuróticos reprimidos. Sim, pois a Bíblia ensina claramente a abstinência, a pureza sexual e a virgindade para os que não são casados, conforme argumentei no post Carta a Um Jovem Evangélico que Faz Sexo com a Namorada. Se a abstinência sexual antes do casamento traz transtornos mentais e emocionais, então, de acordo com os libertinos, deveríamos considerar esses ensinamentos da Bíblia como radicais, antiquados e inadequados. E, portanto, como meras idéias humanas de pessoas que viveram numa época pré-Freud – e como tais, devem ser rejeitadas e descartadas como palavra de homem e não Palavra de Deus. Ao fim, a contenção dos libertinos é mesmo contra a Bíblia e contra Deus.

3. Bom, para esse argumento ser verdadeiro, teríamos de verificá-lo estatisticamente, na prática. Pesquisa alguma vai mostrar que existe uma relação direta de causa e efeito entre abstinência antes do casamento e distúrbios mentais, neuroses e coisas afins. Da mesma forma que pesquisa alguma vai mostrar que os jovens que praticam sexo livre antes do casamento são equilibrados, sensatos, sábios e inteligentes. Pode ser que até se prove o contrário. Os tarados, estupradores e maníacos sexuais não serão encontrados no grupo dos virgens e abstinentes.Talvez fosse interessante mencionar nesse contexto o estudo conduzido na Universidade de Minessota por Ann Meir. De acordo com as pesquisas, o sexo estava associado a auto-estima baixa e depressão em garotas que iniciaram as relações sexuais (idade média de início 15-17 anos) sem relacionamento afetivo ou romântico.

4. A coisa toda é muito estranha. Funciona mais ou menos assim. Os libertinos tendem a considerar todo distúrbio que encontram como resultado de repressão dos desejos sexuais. Mas eles fazem isso não porque têm estatísticas, experiências ou históricos que provam tal teoria – mas porque Freud explica. Em vez de considerarem que esses distúrbios podem ter outras causas, seguem sem questionar a tese de Freud que tudo é sexo, desde o menininho de um ano chupando dedo até o complexo de Édipo.

O próprio Freud, na fase mais amadurecida de sua carreira, se questiona na obra Além do Princípio do Prazer (1920):

A essência de nossa investigação até agora foi o traçado de uma distinção nítida entre os “instintos do ego” e os instintos sexuais, e a visão de que os primeiros exercem pressão no sentido da morte e os últimos no sentido de um prolongamento da vida. Contudo, essa conclusão está fadada a ser insatisfatória sob muitos aspectos, mesmo para nós.


5. Embora a decisão de preservar-se para o casamento vá provocar lutas e conflitos internos no coração e mente dos jovens evangélicos, esses conflitos nada mais são que a luta normal que todo cristão verdadeiro enfrenta para viver uma vida reta e santa diante de Deus, mortificando o pecado e se revestindo diariamente de Cristo (Romanos 3; Colossenses 3; Efésios 4—5). Fugir das paixões da mocidade foi o mandamento de Paulo ao jovem Timóteo (2Timóteo 2:22). Essa luta contra a nossa natureza carnal não provoca traumas, neuroses, recalques e distúrbios. Ao contrário, nos ensina paciência, perseverança, a amar a pureza, a apreciar as virtudes e o que significa tomar diariamente a cruz, como Jesus nos mandou (Lucas 9:23). Os que não querem tomar o caminho da cruz, entram pela porta larga e vivem para satisfazer seus desejos e instintos.

Por esses motivos acima e por outros que poderiam ser acrescentados considero esse argumento – de que a abstenção das relações sexuais antes do casamento provoca complexos, neuroses, recalques – como nada mais que uma desculpa para aqueles que querem viver na fornicação. Não existe realmente substância e fundamento para essa idéia, a não ser o desejo de justificar-se ou desculpar-se diante de uma consciência culpada, da opinião contrária de outros ou dos ensinamentos da Escritura.

Os interessados em estudar mais esse assunto poderão aproveitar bastante o livro Sexo Não é problema – Lascívia, Sim – de Joshua Harris, pela Editora Cultura Cristã. 

Fonte: O Tempora, O Mores.

Soli Deo Gloria
Alessandro Cristian